Salvador, assentada sobre a escarpa da Falha de Salvador e com 3,6 milhões de habitantes na região metropolitana, convive com uma geologia que alterna arenitos da Formação Barreiras, solos residuais de granulitos e espessos depósitos de areias aluvionares nas baixadas do Subúrbio Ferroviário e na orla de Itapuã. Quem projeta fundações nesses terrenos enfrenta um dilema: a densidade relativa das camadas superficiais raramente ultrapassa 40% nas areias eólicas, e qualquer edificação com mais de quatro pavimentos já dispara recalques diferenciais inaceitáveis se o solo não for tratado. O projeto de vibrocompactação surge como a rota técnica mais previsível para elevar a compacidade in situ, usando vibradores de profundidade que rearranjam os grãos por pulsos de alta frequência saturados com água ou ar. Antes de fechar a malha de pontos e a energia de compactação, cruzamos os dados com campanhas de sondagens SPT nos mesmos alinhamentos, de modo que o projeto não dependa só de tabelas genéricas de vibrador, mas de correlações locais entre N60 e Dr validadas em Salvador.
Em Salvador, a malha de vibrocompactação raramente é uniforme: o engenheiro precisa setorizar o terreno pela granulometria porque as intercalações de areia e silte mudam em menos de 30 metros.



