Quem trabalha com obra enterrada no Corredor da Vitória conhece o contraste: a poucos metros do mar, o solo residual jovem da encosta comporta-se de um jeito, enquanto na Cidade Baixa, sobre aterro e sedimentos moles da Baía de Todos os Santos, a resposta é completamente diferente. Salvador tem 2,9 milhões de habitantes espalhados por uma topografia que mistura tabuleiros, falésias e vales encaixados — cada escavação é um caso à parte. O monitoramento geotécnico de escavações entra aí para traduzir o comportamento do maciço durante a obra. Não é luxo de projeto grande. É blindagem contra paradas inesperadas. Na prática, combinamos inclinômetros, piezômetros e marcos topográficos para enxergar o que o olho não alcança, e quando o terreno é muito heterogêneo, cruzamos os dados com sondagens SPT para calibrar a previsão de recalque antes mesmo da concretagem.
Leitura automatizada a cada 30 minutos transforma o monitoramento de escavação em ferramenta de decisão, não apenas de registro.



