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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Salvador

Estudos técnicos que sustentam seu projeto.

SAIBA MAIS

A umidade elevada de Salvador, que frequentemente ultrapassa os 80% e se intensifica entre abril e julho, altera de forma significativa o comportamento dos solos residuais maduros que predominam na cidade. Quando uma camada de aterro é compactada sobre a Formação Barreiras ou sobre os siltes arenosos da Bacia do Recôncavo, o teor de umidade de campo define se a densidade seca máxima especificada em projeto será de fato atingida. O ensaio de densidade in situ com cone de areia permite verificar, camada por camada, se o grau de compactação entregue pela obra corresponde ao que foi definido no ensaio Proctor de referência. Em Salvador, onde muitas obras de contenção e pavimentação avançam sobre encostas e vales com histórico de ocupação irregular, esse controle de campo reduz o risco de recalques diferenciais que comprometem muros de contenção e estruturas de sapatas em conjuntos habitacionais e empreendimentos comerciais na orla e no miolo da cidade.

Em Salvador, um grau de compactação abaixo de 95% em aterro sobre solo residual do Barreiras pode significar recalques de 3 a 5 cm antes mesmo da conclusão da obra.

Nossas áreas de serviço

Abordagem e escopo

O substrato geotécnico de Salvador combina depósitos terciários da Formação Barreiras — areias argilosas e argilas arenosas frequentemente laterizadas — com coberturas quaternárias de aluvião e colúvio nas baixadas. A densidade in situ medida com cone de areia nesses materiais exige atenção à granulometria: partículas acima de 19 mm precisam ser substituídas ou corrigidas conforme a ASTM D1556-15, e a presença de concreções ferruginosas típicas do Barreiras pode distorcer o volume do furo se a escavação manual não for cuidadosa. O laboratório executa o ensaio com areia calibrada de Ottawa 20-30, seguindo protocolo que inclui a determinação paralela da umidade pelo método speedy ou estufa, porque em Salvador a variação de umidade entre a manhã e a tarde, sobretudo em meses de chuva, desloca o ponto de compactação. O resultado é expresso como grau de compactação percentual, comparado diretamente com a curva de compactação do material de empréstimo ou do solo local tratado, e serve de base para liberação de camadas em pavimentos flexíveis e plataformas de radiers executados sobre aterros controlados na cidade.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Salvador
Imagem técnica — Salvador

Considerações locais

O equipamento de campo é simples na aparência — bandeja metálica com furo central, funil, frasco de areia calibrada e balança de precisão —, mas o rigor com que se escava o furo e se transfere a areia define se o ensaio tem validade estatística ou se será apenas um número em um relatório. Em Salvador, o maior risco técnico está nos aterros executados sobre solos moles de manguezal aterrado, comuns nas áreas de expansão urbana da Av. Luís Viana Filho e do Subúrbio Ferroviário. Nesses locais, uma camada superficial compactada pode esconder bolsões de baixa densidade logo abaixo, e o cone de areia, por ser um ensaio pontual e de pequena profundidade, precisa ser acompanhado de sondagens SPT para identificar zonas de baixa resistência à penetração. O furo mal escavado, com perda de material ou desmoronamento das paredes, superestima o volume e entrega uma densidade seca falsamente baixa, induzindo a equipe de terraplenagem a recompatcar uma camada que já estava aprovada — atrasando cronograma e consumindo horas-máquina sem necessidade.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 7185:2016 – Solo – Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ASTM D1556-15 – Standard Test Method for Density and Unit Weight of Soil in Place by Sand-Cone Method, ABNT NBR 7182:2016 – Solo – Ensaio de Compactação (Proctor Normal e Modificado), DNIT 092/2006-ES – Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia

Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016 / ASTM D1556-15
Tipo de solo aplicávelSolos com Dmáx ≤ 19 mm (correção para fração graúda)
Volume mínimo do furo700 cm³ para solos finos; 1400 cm³ para solos granulares
Areia padrão utilizadaAreia de Ottawa 20-30, calibrada contra padrão rastreado
Grau de compactação mínimo típico95% a 100% do Proctor Normal ou Modificado (conforme projeto)
Frequência de ensaio recomendada1 a cada 300 m³ de aterro compactado, ou 1 por camada/área ≤ 500 m²
Umidade de campo associadaDeterminada por speedy ou estufa no mesmo ponto de ensaio

Dúvidas comuns

Qual o custo médio de um ensaio de densidade in situ com cone de areia em Salvador?

O valor de referência para um ponto de ensaio com cone de areia em Salvador, incluindo a determinação da umidade de campo, fica em torno de $100.000 por ponto. Esse custo pode variar conforme a quantidade de pontos contratados, a distância de deslocamento da equipe até o canteiro e a necessidade de ensaios complementares como Proctor ou granulometria para correlação.

Em que tipo de solo de Salvador o cone de areia não é recomendado?

O método não é adequado para solos com partículas acima de 19 mm em proporção significativa, como os cascalhos lateríticos que aparecem em algumas jazidas do Recôncavo, nem para solos saturados ou com lençol freático aflorante, situação comum em aterros sobre mangue na orla da Baía de Todos os Santos. Nesses casos, uma correção granulométrica é possível, mas o ensaio perde precisão e métodos nucleares ou o cilindro biselado podem ser alternativas mais representativas.

Quantos pontos de cone de areia são necessários para liberar um aterro em Salvador?

A frequência mínima recomendada é de um ponto a cada 300 metros cúbicos de aterro compactado, ou um ponto por camada para cada área de até 500 metros quadrados. Em obras lineares, como vias e canalizações, a distância entre pontos costuma ser reduzida para 20 a 30 metros quando o material de base apresenta variabilidade, algo frequente nos solos residuais da Formação Barreiras que afloram em grande parte da cidade.

O ensaio com cone de areia substitui o controle de compactação por SPT?

Não: são ensaios com finalidades distintas. O cone de areia mede densidade e grau de compactação em camadas superficiais de aterro controlado, enquanto o SPT avalia a resistência à penetração em profundidade e identifica a estratigrafia do terreno natural. Em Salvador, obras sobre aterros antigos ou sobre solos moles de manguezal exigem os dois controles, porque uma camada superficial bem compactada não garante a capacidade de suporte das camadas inferiores.

Localização e área de serviço

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