A obra prometia: um edifício de 18 pavimentos na região da Pituba, com três subsolos prevendo rebaixamento do lençol. Mas bastou a primeira escavação para o cenário mudar. A água aflorou em pontos inesperados, misturando areias finas com argilas orgânicas da planície litorânea. O projetista precisava de algo que o SPT não responde: o coeficiente de permeabilidade real daqueles horizontes. Foi então que entramos com o ensaio de permeabilidade in situ — Lefranc nos solos, Lugeon no embasamento alterado. Salvador, com sua geologia que alterna depósitos marinhos, sedimentos terciários do Grupo Barreiras e vertentes do embasamento cristalino, exige esse tipo de caracterização hidráulica direta. Sem ela, dimensionar drenagem ou prever a vazão de esgotamento vira adivinhação — e adivinhação em obra custa prazo e segurança.
O coeficiente de permeabilidade medido in situ em Salvador pode variar de 10⁻⁷ m/s nas argilas do Grupo Barreiras a 10⁻³ m/s nas areias costeiras — e essa diferença define o sucesso de um rebaixamento.



