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SALVADOR
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Ensaio de Permeabilidade in Situ: Lefranc e Lugeon em Salvador

Estudos técnicos que sustentam seu projeto.

SAIBA MAIS

A obra prometia: um edifício de 18 pavimentos na região da Pituba, com três subsolos prevendo rebaixamento do lençol. Mas bastou a primeira escavação para o cenário mudar. A água aflorou em pontos inesperados, misturando areias finas com argilas orgânicas da planície litorânea. O projetista precisava de algo que o SPT não responde: o coeficiente de permeabilidade real daqueles horizontes. Foi então que entramos com o ensaio de permeabilidade in situ — Lefranc nos solos, Lugeon no embasamento alterado. Salvador, com sua geologia que alterna depósitos marinhos, sedimentos terciários do Grupo Barreiras e vertentes do embasamento cristalino, exige esse tipo de caracterização hidráulica direta. Sem ela, dimensionar drenagem ou prever a vazão de esgotamento vira adivinhação — e adivinhação em obra custa prazo e segurança.

O coeficiente de permeabilidade medido in situ em Salvador pode variar de 10⁻⁷ m/s nas argilas do Grupo Barreiras a 10⁻³ m/s nas areias costeiras — e essa diferença define o sucesso de um rebaixamento.

Nossas áreas de serviço

Abordagem e escopo

O desenvolvimento urbano de Salvador, que se intensificou a partir dos anos 1970 com a expansão para bairros como Pituba, Costa Azul e mais recentemente ao longo da Avenida Paralela, empurrou as construções para terrenos cada vez mais complexos. O que antes se restringia à Cidade Alta, sobre o tabuleiro do embasamento, hoje ocupa vales preenchidos por sedimentos e áreas de aterro sobre manguezais. Nessas condições, a permeabilidade saturada medida em laboratório raramente reflete o comportamento do maciço fraturado ou das lentes de areia que encontramos em campo.
O ensaio Lefranc, executado dentro de furos de sondagem, é a ferramenta mais prática que temos para medir a condutividade hidráulica em solos e rochas brandas. Para o maciço rochoso fraturado, o ensaio Lugeon injeta água sob pressão em trechos isolados, revelando a perda d'água e o grau de fraturamento — informação crítica para túneis, contenções ancoradas e escavações profundas na encosta soteropolitana. Em projetos de grande porte, complementamos essa campanha com uma sondagem CPT para refinar a estratigrafia e identificar camadas drenantes contínuas.
Ensaio de Permeabilidade in Situ: Lefranc e Lugeon em Salvador
Imagem técnica — Salvador

Considerações locais

Em Salvador, um erro que vemos com frequência é o projetista adotar valores de permeabilidade de bibliografia — um K = 10⁻⁴ m/s genérico — e dimensionar ponteiras drenantes e bombas com base nisso. O problema aparece na primeira chuva de verão, quando o lençol sobe e o sistema de rebaixamento não dá vazão, ou pior: quando o fluxo real é muito maior e as bombas trabalham no limite, com risco de colapso das paredes da escavação. Já acompanhamos obras na região do Comércio onde a presença de aterros antigos com entulho e blocos de pedra criava caminhos preferenciais que nenhum modelo teórico previa. Outro risco crítico, específico do ensaio Lugeon em rocha alterada, é o fraturamento hidráulico inadvertido: aplicar pressão excessiva num maciço já decomposto pode abrir fraturas artificiais e mascarar completamente o resultado, levando a um superdimensionamento das injeções de calda de cimento em estacas ou cortinas de vedação.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 14545:2021 — Solo — Ensaio de permeabilidade em furos de sondagem — Método Lefranc, ABNT NBR 17146:2024 — Ensaio de perda d'água sob pressão (Ensaio Lugeon) — Procedimento, ABNT NBR 8044:2018 — Projeto geotécnico — Procedimento (classificação e parâmetros hidrogeológicos)

Valores típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica para ensaio LefrancABNT NBR 14545:2021
Norma técnica para ensaio LugeonABNT NBR 17146:2024
Faixa típica em solos arenosos (Lefranc)10⁻⁵ a 10⁻³ m/s
Faixa típica em solos argilosos (Lefranc)10⁻⁹ a 10⁻⁷ m/s
Unidade de perda d'água no Lugeon1 U.L. ≈ 1 litro/min/m sob 1 MPa
Pressão máxima no ensaio LugeonLimitada pela tensão de confinamento (evitar fraturamento hidráulico)
Ensaios complementares comunsGranulometria, limites de Atterberg, fraturamento do maciço

Dúvidas comuns

Qual a diferença prática entre um ensaio Lefranc e um Lugeon?

O ensaio Lefranc mede a permeabilidade em solos e horizontes de rocha branda, usando uma cavidade simples no fundo do furo. Já o ensaio Lugeon é específico para maciço rochoso fraturado: isola-se um trecho com obturador e aplica-se água sob pressão. Na prática soteropolitana, usamos Lefranc nos sedimentos e Lugeon quando a sondagem atinge o topo rochoso fraturado.

Em que etapa da obra devemos executar esses ensaios em Salvador?

O ideal é integrá-los à campanha de investigação geotécnica preliminar, junto com as sondagens SPT. Em Salvador, onde o lençol freático é frequentemente raso nas áreas de planície, essa informação antecipada permite prever a necessidade de rebaixamento antes mesmo de fechar o orçamento da fundação.

Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ na região de Salvador?

O valor por ensaio parte de aproximadamente R$100.000, considerando a mobilização da equipe e equipamento. Esse custo varia conforme a profundidade, número de trechos ensaiados e acessibilidade do furo, mas representa uma fração ínfima do custo de um problema de rebaixamento mal dimensionado.

Os resultados do Lugeon são confiáveis em rocha muito alterada, comum em Salvador?

Sim, desde que o ensaio seja executado com pressão controlada para não fraturar o material. Em rocha muito alterada, comum no perfil de intemperismo da região, a interpretação deve considerar a possibilidade de fluxo através da matriz alterada e não apenas das fraturas — por isso é essencial que o engenheiro responsável conheça a geologia local.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Salvador e arredores.

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