O perfil geológico de Salvador, marcado pelos sedimentos terciários da Formação Barreiras sobre o embasamento cristalino, impõe contrastes de rigidez que só uma investigação indireta como o MASW consegue revelar sem perturbar a estratigrafia. A umidade elevada e a presença de lentes argilosas nos tabuleiros da cidade mascaram a resposta dinâmica real quando se depende apenas de sondagens mecânicas. Para projetos que precisam da velocidade média de ondas S nos primeiros 30 metros — o parâmetro VS30 — a aquisição com geofones de 4,5 Hz e fonte ativa permite classificar o terreno entre as classes C e D da NBR 15421:2023, informação que incide diretamente no espectro de projeto sísmico. Em bairros como Pituba, onde aterros sobre manguezais coexistem com solos residuais, a variabilidade lateral exige linhas sísmicas com espaçamento reduzido, e é nesse tipo de desafio que o ensaio CPT complementa a interpretação ao fornecer a resistência de ponta em profundidade nos pontos de inversão suspeita.
A variabilidade lateral dos tabuleiros costeiros de Salvador torna o MASW a ferramenta mais eficiente para mapear a rigidez do terreno sem interromper a operação do canteiro.



