A geologia costeira de Salvador, marcada pela Formação Barreiras e pelos depósitos quaternários da Baía de Todos os Santos, impõe contrastes que desafiam qualquer investigação geotécnica convencional. Em um mesmo terreno afloram horizontes arenosos compactos sobrepostos a camadas de argila siltosa mole, intercalados por lentes de material laterítico — herança do clima tropical úmido que intemperiza o substrato terciário. O estudo de mecânica dos solos executado pelo nosso laboratório acreditado ISO 17025 parte dessa leitura regional para definir parâmetros de resistência, deformabilidade e condutividade hidráulica com rigor estatístico, evitando surpresas durante a escavação ou a cravação de estacas. Quando a sondagem preliminar indica solo mole abaixo do lençol freático elevado, complementamos a campanha com o ensaio CPT para perfis contínuos de resistência de ponta e atrito lateral, essenciais em projetos de fundação profunda no Subúrbio Ferroviário e na Orla Atlântica.
O solo soteropolitano não perdoa extrapolações: a resistência não drenada da argila mole da Cidade Baixa pode cair 40% com apenas 3% de deformação.










