Salvador cresceu sobre uma topografia que combina tabuleiros costeiros e vales escavados em rochas do embasamento cristalino, o que torna qualquer escavação um desafio geotécnico desde o início da ocupação da Cidade Alta. As formações do Grupo Barreiras, com seus solos residuais maduros e horizontes de seixos, alternam-se com a cobertura sedimentar quaternária das baixadas, exigindo um projeto geotécnico de escavações profundas que antecipe zonas de transição brusca de rigidez. Para obras que atingem o topo rochoso alterado no centro expandido de Salvador, a campanha de investigação deve integrar ensaios diretos e geofísica, e é comum complementar a sondagem rotativa com o ensaio CPT em trechos argilosos para refinar o perfil de resistência de ponta e atrito lateral antes de definir os níveis de escoramento.
Em Salvador, o contato solo-rocha pode variar dezenas de metros em poucas quadras, tornando o projeto de escavação um exercício de adaptação contínua à geologia local.



