Quem constrói no bairro da Pituba encontra uma realidade geotécnica completamente diferente de quem edifica em Brotas ou na região do Cabula. Enquanto na orla predominam sedimentos arenosos da Formação Barreiras com lençol freático próximo à superfície, as áreas mais elevadas da cidade revelam perfis de solo residual de granulito e xisto, com matacões embutidos que desafiam fundações convencionais. O projeto de radier surge como uma solução técnica que distribui as cargas da edificação sobre uma placa contínua, contornando as heterogeneidades do subsolo soteropolitano. Ao longo dos 313 metros quadrados de território da capital baiana, estima-se que mais de 60% da região metropolitana apresente solos que se beneficiam diretamente de uma fundação em radier bem dimensionada, especialmente quando o perfil de sondagem indica resistência variável nos primeiros metros.
Em Salvador, um radier bem projetado transforma a heterogeneidade dos solos residuais e sedimentares em uma base de apoio uniforme, eliminando a necessidade de estaqueamento profundo em até 70% dos casos.



