Salvador não é uma cidade uniforme quando o assunto é comportamento do solo: quem constrói na Cidade Baixa, sobre os sedimentos da planície litorânea, enfrenta condições radicalmente distintas de quem executa fundações na Cidade Alta, sobre o embasamento cristalino do Planalto da Borborema. Essa dualidade geológica, combinada com a presença de falhas regionais, torna o microzoneamento sísmico uma ferramenta de projeto indispensável, mesmo em território intraplaca. A NBR 15421:2006 estabelece os requisitos para o projeto de estruturas resistentes a sismos, e o conhecimento da classe de sítio — fator determinante para o coeficiente de amplificação espectral — exige campanhas de investigação específicas. Em Salvador, realizamos levantamentos com MASW e refração sísmica para mapear o contraste de impedância entre o manto de alteração e a rocha sã, definindo com precisão zonas de maior amplificação sísmica.
A classe de sítio em Salvador pode variar de B a D em um raio de poucos quilômetros, alterando em até 50% as forças sísmicas de projeto.

